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SPFW 60: o que LED e Normando apresentaram nesta edição com apoio da Adar
No último final de semana, a São Paulo Fashion Week (SPFW), em sua 60ª edição, reuniu 38 marcas. As coleções geraram impacto e transformaram a capital paulista em um palco de tendências que devem influenciar o mercado nos próximos meses.
O evento ocorreu no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra) e no Parque Ibirapuera, reunindo desfiles, experiências culturais, ativações e momentos de conexão entre arte, criatividade e o principal: a moda. A edição atual marcou três décadas de existência e se consolidou, mais uma vez, como a maior semana de moda da América Latina.
Enquanto em nível global setembro marca o final do Fashion Month (Mês da Moda), o Brasil volta seus holofotes para outubro, o nosso mês tradicional da moda, devido à data da SPFW e a atenção se voltou para a vitrine da moda brasileira.
Em entrevista para Elle o idealizador do evento, Paulo Borges, menciona que o sucesso é atribuído ao movimento coletivo de todos que queriam fazer parte do evento:
“Mas só deu certo porque todo mundo queria fazer: os estilistas, as agências de modelo, os maquiadores, os editores, os compradores. Todo mundo se engajou e aprendeu junto: stylists, diretores de desfiles, jornalistas.”, relata o estilista.
Fica claro que a semana de moda paulista se trata de uma comunidade forte, e em sua essência, apaixonada por moda. E é dentro dessa realidade de engajamento que surgem coleções como a de LED e Normando, que dialogam com a essência do SPFW.
Neste blogpost, vamos imergir nas coleções de LED e Normando, duas marcas que, com o patrocínio da Adar, trouxeram à passarela a criatividade e a brasilidade que definem a SPFW.
Normando no SPFW 60
Para falar sobre a coleção de Normando que desfilou na SPFW 60, precisamos recapturar a marca e a sua origem. Normando é uma marca amazonense, encabeçada pelo estilista Marco Normando e pelo artista visual e publicitário Emídio Contente.
A marca se inspira em suas vivências na Amazônia e utiliza matéria-prima sustentável vinda da floresta, como o látex amazônico (substituto do couro animal) e a jarina (uma semente esculpida que substitui o marfim animal) – que inclusive, estiveram presentes nesta coleção também!
Na edição anterior, Normando conduziu seu olhar para o Norte ao eleger como protagonista da coleção – que carrega o mesmo nome – a obra “Chove nos Campos de Cachoeira”, do escritor paraense Dalcídio Jurandir.
Já nesta temporada, desfilada às 18h do dia 17 de outubro, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, a marca conduziu o olhar para o folclore amazônida, mas com uma leitura que se distancia do óbvio.
As peças apresentaram texturas convidativas e silhuetas estruturadas, com volumes que lembram casulos – como se fossem exoesqueletos que se projetam das costas.
A alfaiataria, base da marca, aparece renovada por uma cartela de cores que equilibra o sóbrio e o vibrante: tons de preto, branco e marrom dividem espaço com nuances de azul claro, amarelo e laranja. Várias peças fazem referência direta às lendas regionais, como:
- Mapinguari, o monstro de um olho só que habita a floresta;
- Rasga Mortalha, a coruja cujo voo soa como tecido rasgado – prenúncio de morte;
- e a Cobra Grande (Boiúna), serpente adormecida sob a cidade de Belém.
A jarina amazônica, o “marfim vegetal”, volta a aparecer como assinatura da marca em aplicações e botões esculpidos que lembram dentes
A coleção também aposta em uma exploração tridimensional: peças com apliques ovais criam um efeito de relevo. Um dos looks mais marcantes traz um vestido amarelo adornado por formas que lembram ovos fossilizados, com pequenos insetos em seu interior. Essa estética foi replicada em outras criações, algumas com os adornos concentrados apenas na parte superior do corpo, como se emergisse da pele.
A nova coleção de Normando revisita as lendas amazônicas sob um olhar simbólico e profundamente sensorial. Cada peça convida o espectador a estar nesse universo provocativo, em que folclore se traduz em textura, forma e movimento. Vale muito a pena conferir todas as peças da coleção.

Fotos: Agência Fotosite
LED no SPFW 60
A LED é uma marca agênero comandada pelo designer Célio Dias, que vê a moda como um catalisador de mudança. Suas peças carregam resistência, peso político e uma aura subversiva, refletindo uma perspectiva crítica da sociedade por meio da produção slow made, artesanal, ética e sustentável.
Em sua última coleção, LED optou por rememorar os anos 90 e as novelas brasileiras de forma icônica. Nesta edição, a marca trouxe como tema o carnaval, com ênfase nos barracões, locais em que fantasias e carros alegóricos são confeccionados. As modelos desfilaram diante da figura de Leci Brandão, e às 20h30 do dia 19 de outubro, a LED fechou a programação do dia com um desfecho à altura da SPFW 60.
As peças incorporaram elementos emblemáticos da folia, como estruturas que esculpem o corpo e cabeças adornadas. O brilho cintilante presente em texturas metálicas e douradas ressaltaram a produção artesanal da coleção, visível também em peças com franjas e crochê.
A cartela de cores transitou pelo verde e rosa da Mangueira e outros tons vibrantes, enquanto volumes em vestidos, blusões e saias rodadas se combinavam com macacões de sarja e conjuntos decorados com charms, traduzindo uma contemporaneidade lúdica.
O desfile ainda prestou homenagem à música popular brasileira, com camisas bordadas com os nomes de Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola, bolsas que lembram sacolas de feira, e estampas em verde e amarelo com logos de marcas icônicas de cerveja, reforçando a noção de brasilidade e o “feito no Brasil”. Veja todas as peças da coleção.

Fotos: Agência Fotosite
Encerrando esta edição: LED e Normando em destaque com Adar
LED e Normando, com o patrocínio da Adar, evidenciam a conexão entre criatividade, cultura e técnica. A Adar, referência no setor têxtil desde 1992, fornece materiais de alta qualidade que permitem que as narrativas das marcas ganhem forma e textura na passarela.
O compromisso do nosso grupo têxtil em valorizar a moda nacional se conecta às propostas de LED e Normando, que traduzem o folclore amazônico e a brasilidade com sensibilidade e autenticidade.


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