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Moda Masculina: Da Grande Renúncia ao Mercado Bilionário

O novo ciclo da moda masculina: Da “Grande Renúncia” ao mercado bilionário

A moda masculina que antes era pautada pela sobriedade e pela uniformidade, hoje abre espaço para a auto expressão e para números que atraem a atenção de investidores globais. 

De acordo com o relatório “Menswear Market Size, Share, Trends Analysis”, da consultoria Kings Research, o setor foi avaliado em US$ 546,36 bilhões em 2023. A projeção indica que esse montante deve atingir US$ 924,52 bilhões até 2031, com uma taxa de crescimento anual de 6,89%.

Para entender as oportunidades de negócios do presente, é preciso revisitar questões históricas que moldaram o comportamento do consumidor atual. 

A origem da sobriedade

Para compreender o nosso cenário atual, é preciso observar o passado. Durante séculos, a estética masculina foi sinônimo de opulência. Na corte de Luís XIV, o prestígio de um homem era medido pela altura de seus saltos e pela vivacidade do vermelho em seus sapatos. 

Conforme explica Elizabeth Semmelhack, curadora do Bata Shoe Museum, o salto alto surgiu originalmente como um calçado de performance para a cavalaria persa. Luís XIV adaptou o item como símbolo de status, utilizando o vermelho (um pigmento caro e raro na época) para reforçar a ideia de exclusividade da aristocracia. 

A seda e os bordados detalhados eram símbolos de status aristocrático. Quanto mais ornamento, mais poder demonstrava-se. 

Essa lógica sofreu uma ruptura com a Revolução Francesa. O movimento, baseado nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, tornou obsoleto os padrões que ditavam o vestuário por classe social. Foi o início do que o psicólogo britânico John Carl Flügel denominou como a “Grande Renúncia Masculina”.

Nesse processo de democratização do traje, o homem abandonou as perucas, os saltos e os tecidos decorados em favor da utilidade. A sobriedade tornou-se a nova norma universal: o homem sério deveria focar no trabalho, nos escritórios e nos campos de batalha, deixando o “belo” e o “ornamentado” como exclusividade do universo feminino.

Para parecerem cidadãos úteis e evitar a distinção de classe, os homens abandonaram a pretensão de serem belos, adotando uma alfaiataria austera e utilitária.

Tempos depois, em 1929, surge o Men’s Dress Reform Party no Reino Unido – um movimento que tentava resgatar a individualidade, conforto e o uso de cores. O movimento argumentava que a uniformidade herdada da era revolucionária havia se tornado “deprimente” e opressora para o vestir masculino.

A retomada da expressão masculina

Quase um século após essas primeiras resistências, a moda masculina vive uma nova fase de liberdade estética, impulsionada por ícones da cultura pop que vão além de um guarda-roupa tradicional. Um exemplo notável é o artista porto-riquenho Bad Bunny.

Recentemente eleito uma das 55 pessoas mais bem vestidas de 2025 pela Vogue, o cantor utiliza a moda como uma extensão de sua identidade e raízes. No Met Gala de 2025, Bunny atraiu os holofotes com um terno marrom-chocolate da grife Prada, cujos punhos de couro eram inteiramente cobertos por cristais amarelos. 

O look também incluiu uma camisa cor caramelo e um chapéu marrom trançado, uma referência direta às “pavas” de palha usadas no interior de Porto Rico. Outro destaque foi o broche preso ao terno em formato da Flor de Maga, a flor nacional de sua ilha: a Flor de Maga. 

Em entrevista à Vogue, o processo criativo por trás de seus visuais reforça que a moda masculina atual não busca apenas o útil, mas o significado identitário

No cenário nacional, o cantor João Gomes reforçou esse movimento na 26ª edição do Grammy Latino ao utilizar um terno com trabalho artesanal executado pela Casa das Bordadeiras de Timbaúba dos Batistas, no Rio Grande do Norte. O artista uniu a alfaiataria com elementos de identidade nordestina.  

Esses exemplos mostram que a retomada do protagonismo estético reflete diretamente no crescimento do consumo e na busca por matérias-primas diferenciadas.

A base para as novas coleções masculinas

Acompanhar essa evolução exige que a indústria têxtil esteja preparada para atender tanto a demanda de alta escala quanto as coleções autorais de nicho. A Adar oferece curadoria de tecidos voltados ao segmento masculino que aliam tecnologia e tendências globais.

A presença da marca em eventos de relevância nacional, como a SPFW 60, onde apoiou as coleções das marcas LED e Normando, demonstra o compromisso em fornecer a base material para que designers explorem novas perspectivas dentro da moda. 

O mercado atual prova que a sobriedade não é mais a única regra. A moda masculina caminha para um futuro em que a funcionalidade e o estilo caminham lado a lado.

Confira os segmentos da Adar Tecidos

O Grupo, composto pelas empresas Adar, Artec e Texliving, atua em diferentes segmentos do mercado têxtil sendo hoje um dos maiores e mais completos do Brasil. Cada marca possui as características necessárias para atender cada mercado de forma personalizada. Juntos, o grupo oferece produtos de alta qualidade, importados e nacionais, que atendem tanto o mercado da moda, quanto o da decoração.

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